terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Meus Heróis de Verdade

(Não, eu não estou morrendo...)

Por mais que alguns heróis estejam presos nos quadrinhos, a necessidade humana pela super ajuda sempre ilustrou feitos que, por detrás da lente da miséria e da necessidade de um milagre, esculpiram e imortalizaram homens e mulheres tão falíveis quanto cada um de nós, com as mesmas chances de perder, de sangrar, de não sobreviver, de ceder às provocações, mas que hoje trajam louros nas páginas da história porque desafiaram suas próprias probabilidades.

Existem personagens inclusive que habitam o nosso imaginário que, por mais que custemos a acreditar, pelo modo como influenciaram as pessoas das suas épocas, era quase como se tivessem existido! Zorro, Capitão América, Homens de Preto, Ben 10, etc. Por mais fictícios que alguns deles sejam, olhem ao nosso redor-sempre há um fundo de verdade na fantasia que simplesmente não surge do nada, não se auto fabrica ou inventa. Eles existem porque alguns têm uma capacidade melhor de afetar os outros (ou simplesmente melhores agentes e publicitários).

É por isso que, discorrendo sobre desafios e influências, feitos e narrativas, eu também não podia me frustrar ao momento de ilustrar os meus heróis para que todos soubessem o quanto sou grato a eles.

A Bombom é a mãe mais legal que eu conheço e a amiga mais resiliente que eu já conheci. Alguém que toca seus sonhos contra extremas dificuldades mas que mantém um dos sorrisos mais bonitos que eu já vi, uma capacidade inigualável de cativar pessoas (e assustá-las pelo twitter) e fazer amigos, mantendo uma postura descolada e bacana que falta à mulher perfeita.

Paulo eu já ilustrei tanto como super-herói nas minhas revistinhas (e mafioso nos roteiros criados juntos no Orkut) que não chega nem a ser novidade listá-lo. Um dos seres humanos mais humano que eu já conheci, mais gentil que já existiu e uma pessoa tão honesta e verdadeira que dá gosto de ter alguém assim ao redor. Trata-se de uma companhia tão divertida que, por isso mesmo, nada menos estranho que consiga transformar a saudade numa super saudade, como ele já faz.

Quando Los Hermanos criaram “Cara Estranho”, salvo alguns refrões, com certeza eles tinham visto o Miguel. Mas ao invés de pedir pra alguém por aprovação, ele vai lá e faz o que lhe dá na telha. Ele sabe exatamente para onde ir e é onde possa ver e fazer as coisas de um jeito tão particularmente original que deixa a marca “lol, it´s Miguel”. E com a sua inegável gentileza e amizade, ensinam algo como autoconfiança que tanto carece às pessoas.

F...Força, A...Agilidade, e T de “Tantas Coisas” fazem a força FAT, que, esquecendo o lado pederasta que a Física tende a atribuir, remete ao tempo em que um lápis na mão e um papel em branco era a porta de entrada para um universo de risadas dobrando a galáxia numa nave espacial com meus melhores amigos. E até hoje, seja com esse exemplo de amigo que é o Alisson, seja com aquele tempero de fundamentação das resenhas que só o Thiago consegue, são dois caras praticamente irmãos que já estiveram lá do meu lado pra muita coisa, e com certeza ainda vão estar até todo mundo ficar bem velhinho, com certeza tirando até onda do primeiro que tiver que fazer o exame do toque. E isso vale também pra Flávia, Denise, Vinícius, Juliana, Aloísio... –somos corações que não sentem o tempo. Porque, se de fato nem à distância e nem o tempo conseguiram sobrepor estranheza na amizade, e sempre conseguimos ser alegres e espontâneos uns com os outros, não há tempo que nos faça perder o espaço que podemos preencher com o amor que sentimos uns pelos outros.

Magão, Arthur e Saulo, os guerreiros de level 1 mais temíveis que o mundo já viu, matando até dragão no background, mas perdendo feio pros peidos do mestre. E desde o posto sete que a gente se conhece, tocando o terror com umas piadas, músicas e situações que fundaram o patrimônio cultural da minha vida, o “jeito Bravo de ser”, e que se não se chamasse “Os Bravos”, podia ser algo parecido com “a equipe de kung fú que protege Maceió de noite” ou tão estiloso quanto “A maçonaria que manda cartas envelhecidas no café”.

A minha Liga da Justiça ainda engloba tantas outras pessoas se eu continuasse... A Liga do Posto 7, Maceió Super Heroes, Os Mongo Cards, Monstros de Neons, Equipe Mesa de Bar, Gestão Reinventar, Os Ilhéus Killers, CnE, a galera do Dota, o clube do Peru, os sócios do escritório e dos livros de fantasia, a escritora da série “Isso Não Vai Dar Certo”, todo mundo que tá na comunidade “Meeeeen´s Love”, “Codinome Virilidade” e “Ma Thalithês is too bad”... Meus pais, meus irmãos, alguns professores, alguns diretores, grandes amigos dos carnavais da Barra (sempre serão os amigos do Carnaval da Barra) e outros de tantos outros carnavais que vem à lembrança, provando que, por minúsculos que sejam para todas as outras pessoas do mundo ou para a história da raça humana em geral, não o são para mim. E seus feitos merecem a vida mais flamejante que possa haver enquanto durem. E acreditem, se depender de mim, eles vão durar para sempre.

Por isso, enquanto nossos caminhos ainda se entrelaçam, permitam-me dizer que vocês são os maiores heróis da minha geração. Obrigado por todas as nossas aventuras.