Eu sinto saudades de um amor que eu já tive e que nunca desapareceu. Só me disseram: “Quanto mais você lembrar, mais vai doer. Então tente não lembrar”. Tentar não se lembrar dela enquanto ela tenta não se lembrar de mim. O problema é que no joio havia muitos momentos bons e resolvi não me desfazer de nenhum. E com o tempo, fui percebendo que não doía. Como poderia? Cada lembrança puxa outra boa, que puxa uma boa, que puxa uma ruim, que puxa outra boa...
Quem soube desfrutar do tempo que lhe foi dado com coisas boas não tem como se magoar com os poucos assuntos que ficaram desentendidos. Se existe uma dor, é única do “ser esquecido”. Dói demais desaparecer de lugares e perder amigos sem a sensação de que você importa.
Tanto empreendimento jogado fora. E mágica. Estar com alguém que a gente gosta faz acontecer algumas mágicas. Viver sem a mágica desaparece com o extraordinário, mas às vezes eu acho que é necessário para continuarmos vivendo. Ou não? Não sei.
Viver sem mágica de verdade faz da vida uma ilusão?
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