“(...) São esses cartões, os filmes e as músicas pop. São os culpados por todas essas mentiras. E os desgostos. Somos responsáveis. Eu sou responsável. Nós fazemos uma coisa ruim. As pessoas deveriam poder dizer como se sentem. Como realmente se sentem, não... umas palavras que um estranho coloca na boca delas. Palavras como amor... Isso não significa nada”.
–Tom, protagonista do filme “500 days of Summer”.
Ninguém deveria comprar briga sem pelo menos ter um bom palpite. “Quais são as minhas chances?”. Mas se tudo fosse uma questão de bom senso, não haveria conflito, diálogo, um desafio vibrante, e por fim, o amadurecimento. O grande lance da doutrina oriental da paz espiritual é a questão do equilíbrio de energias negativas e positivas sem a sobreposição de nenhuma. O fato de muitas vezes o nosso coração parecer estar no olho de um furacão é apenas aquela velha problemática de querer achar razão naquilo que não explica. E ao invés de tomar a dura e bondosa decisão da aceitação, desistimos de superar um Everest pessoal e descobrir como se sente alguém no topo do mundo.
Mesmo sabendo que a Ciência condena a identificação de um ser pelos seus efeitos, alguns poetas tentaram explicar o amor e nem por isso são menos doutores que alguns cardiologistas, só menos renomados (sim, há controvérsias). E se eu fosse buscar referências em Ph.D.´s, Vinícius de Moraes lecionaria muito pontuadamente que todo grande amor só é bem grande se for triste. E dar um passo em direção ao prazer é andar um sofrer, sem distinções. –Talvez, para algumas bandas, este último seja só o que exista, mas eu não dou muito valor pra homem que se maquia.
Está certo: Existem limites ao comportamento. Estar em um relacionamento em que prevalece o interesse e o respeito mútuo carece primeiramente de ter paciência e saber ouvir. Nunca deixar de ouvir, principalmente no casamento, já que, como diz o mestre Veríssimo certeiramente: “O casamento é uma relação entre duas pessoas na qual uma está sempre certa e a outra é o marido...”.
O que eu quero dizer é que o sentimento de solidão, que brota mesmo dentro de um relacionamento não é algum defeito interno ou algum indício de inaptidão, mas antes de tudo um sinal de que tem algo certo com nós mesmos e errado com a identidade de uma pessoa que nós construímos. Que sendo assim, o próximo passo, o mais óbvio, é começar do zero, não se afastando dessa premissa simples de ser você mesmo pra, com sorte, conseguir aquele tão sonhado amor imperfeito: -ser uma daquelas duas pessoas cheias de defeitos, aqueles gostos e insuportáveis defeitos, vivendo felizes ao se estragarem ao incorporar coisas um do outro.
Para ser simples, toda história infeliz ainda não acabou. E ainda que as chances estejam contra você, lembre do chavão que um maloqueiro em “Cidade de Deus” citou de um filósofo grego: “Não sei de nada”. Rs, é por não sabermos que é comum ignorarmos os desfechos emocionantes que se anunciam por um “oi” no ônibus, um torpedo ou um mero e-mail.
Acredite: Flores sempre são um bom presságio.
“(...)assim como o oceano só é belo com luar,
assim com a canção só tem razão cê se cantar,
assim como uma nuvem só acontece se chove,
assim como poeta só é grande se sofre(...)”
- Toquinho, Eu não Existo Sem você.
–Tom, protagonista do filme “500 days of Summer”.
Ninguém deveria comprar briga sem pelo menos ter um bom palpite. “Quais são as minhas chances?”. Mas se tudo fosse uma questão de bom senso, não haveria conflito, diálogo, um desafio vibrante, e por fim, o amadurecimento. O grande lance da doutrina oriental da paz espiritual é a questão do equilíbrio de energias negativas e positivas sem a sobreposição de nenhuma. O fato de muitas vezes o nosso coração parecer estar no olho de um furacão é apenas aquela velha problemática de querer achar razão naquilo que não explica. E ao invés de tomar a dura e bondosa decisão da aceitação, desistimos de superar um Everest pessoal e descobrir como se sente alguém no topo do mundo.
Mesmo sabendo que a Ciência condena a identificação de um ser pelos seus efeitos, alguns poetas tentaram explicar o amor e nem por isso são menos doutores que alguns cardiologistas, só menos renomados (sim, há controvérsias). E se eu fosse buscar referências em Ph.D.´s, Vinícius de Moraes lecionaria muito pontuadamente que todo grande amor só é bem grande se for triste. E dar um passo em direção ao prazer é andar um sofrer, sem distinções. –Talvez, para algumas bandas, este último seja só o que exista, mas eu não dou muito valor pra homem que se maquia.
Está certo: Existem limites ao comportamento. Estar em um relacionamento em que prevalece o interesse e o respeito mútuo carece primeiramente de ter paciência e saber ouvir. Nunca deixar de ouvir, principalmente no casamento, já que, como diz o mestre Veríssimo certeiramente: “O casamento é uma relação entre duas pessoas na qual uma está sempre certa e a outra é o marido...”.
O que eu quero dizer é que o sentimento de solidão, que brota mesmo dentro de um relacionamento não é algum defeito interno ou algum indício de inaptidão, mas antes de tudo um sinal de que tem algo certo com nós mesmos e errado com a identidade de uma pessoa que nós construímos. Que sendo assim, o próximo passo, o mais óbvio, é começar do zero, não se afastando dessa premissa simples de ser você mesmo pra, com sorte, conseguir aquele tão sonhado amor imperfeito: -ser uma daquelas duas pessoas cheias de defeitos, aqueles gostos e insuportáveis defeitos, vivendo felizes ao se estragarem ao incorporar coisas um do outro.
Para ser simples, toda história infeliz ainda não acabou. E ainda que as chances estejam contra você, lembre do chavão que um maloqueiro em “Cidade de Deus” citou de um filósofo grego: “Não sei de nada”. Rs, é por não sabermos que é comum ignorarmos os desfechos emocionantes que se anunciam por um “oi” no ônibus, um torpedo ou um mero e-mail.
Acredite: Flores sempre são um bom presságio.
“(...)assim como o oceano só é belo com luar,
assim com a canção só tem razão cê se cantar,
assim como uma nuvem só acontece se chove,
assim como poeta só é grande se sofre(...)”
- Toquinho, Eu não Existo Sem você.
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